História

“Quando o pai, Maury Antônio Cequinel, começou a trabalhar com seguros, no início dos anos 40, iniciou com a corretagem através da Carmelita Cequinel Corretora de Seguros, precursora da Cequinel Seguros Corretora e Administradora, fundada em maio de 2000. Hoje, pai, filho e neto administram a corretora.”

O que é Seguro?

O seguro é, na sua essência, uma operação coletiva baseada no princípio de que é mais fácil suportar coletivamente as conseqüências danosas de acontecimentos individuais, do que deixar o indivíduo só e isolado, às voltas com tais conseqüências.

Como surgiu o Seguro?

Com as caravanas que cruzavam grandes distâncias nas areias do deserto é que surgiu a idéia de seguro. Para que o prejuízo diminuísse e não ficasse só com um dos cameleiros, estes criaram um acordo: cada criador, que perdesse um camelo por morte ou desapareciento, receberia outro, pago pelo grupo, em espécie, não em dinheiro.

O seguro marítimo é a variedade mais antiga de seguro, tendo, inclusive, servido de modelo para outros ramos de seguros. Os pioneiros nesse tipo de seguro foram os italianos e os espanhóis. Sua forma inicial pouco diferia dos comerciantes árabes. Todos os proprietários das mercadorias transportadas por um navio “depositavam” determinada quantia junto a uma pessoa de ilibada conduta e caráter. Caso ocorresse algum dano a alguma mercadoria seu proprietário receberia o “premio”. Também foi a origem do termo usado para os valores que os segurados entregam às seguradoras como pagamento pelos riscos e/ou serviços.

O primeiro contrato de seguro nos moldes atuais, com emissão de apólice, aconteceu em Gênova, em 1347. No início, o seguro encontrou uma forte oposição dos governos, pois o equiparavam ao jogo, o que, todavia, não o impediu que se firmasse e tivesse um desenvolvimento rápido.

Posteriormente, contudo, a instituição passou a ser entendida como fundamental na estrutura econômica e comercial, sendo regulamentada e estendendo-se a outras áreas, além da navegação, surgindo a figura do Corretor, no ano de 1348.

A primeira Seguradora, com características atuais, foi criada em Gênova, em 1424, para atuar nos transportes marítimos e terrestres.

Dos terrestres, o mais antigo é o seguro contra os riscos de incêndio, oriundo da Inglaterra, em 1667, logo após o grande incêndio de Londres. Também, o Seguro de Vida, que durante muitos anos foi proibido pelas especulações a que dava origem, nasceu na Inglaterra, no século XVIII, estendendo-se depois para a França.

As empresas de seguros foram formadas depois do século XVII, estando até essa época nas mãos de instituições particulares.

O seguro que já havia alcançado sua maturidade na Europa, ainda não existia no Brasil Colônia. Com a transferência da Família Real para o nosso país, em 1808, e, com a abertura econômica em que isso implicou, surgiu a primeira companhia seguradora, a “Boa Fé”, cujas normas eram reguladas pela Casa de Seguros de Lisboa. Com a Independência, em 1822, o Brasil pôde valer-se das legislação de outros países. Essa legislação interna sobre o seguro ainda continuou precária, até 1850, quando foi promulgado o Código Comercial, que, embora tratasse apenas do seguro marítimo, estabeleceu com clareza os direitos e deveres entre as partes contratantes e se constituiu em medida legislativa de significativo alcance para o desenvolvimento do setor como um todo. Apenas em 1855, foi autorizado o funcionamento da primeira companhia de seguros de vida de pessoas, a “Tranquilidade”.