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Recuperação de veículos roubados cai de 95% para 60%

17.01.2012

Fonte: CQCS

O mercado tem sido alvo da ação de quadrilhas especializadas em tecnologia, que utilizam dispositivos para inibir a funcionalidade dos rastreadores. Com isso, os equipamentos perderam muito da eficiência e o índice de recuperação dos veículos roubados caiu de 95% para 60%.

Em entrevista ao CQCS, o analista técnico do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi Brasil), Paulo Roberto Weingärtner Junior, confirma que “o rastreador, como todo equipamento, dispõe de suas vulnerabilidades e que os números citados são reflexos disso, pois meliantes já dominam a tecnologia embarcada”.

Vendido, há cerca de dois anos, em algumas lojas de eletrônicos, o dispositivo utilizado pelas quadrilhas é mais conhecido como jammer. “Trata-se de um bloqueador de sinais que interfere na captação de localização GPS e na comunicação do rastreador com os serviços de telecomunicação celular e satélite. A perturbação gerada faz com que não haja conexão, consequentemente não há transmissão de dados à central de monitoramento”, explica Weingärtner.

Para resgatar os índices de recuperação, Weingärtner afirma que somente ações embarcadas não são suficientes. “Deve haver também o acompanhamento do sistema mais de perto. As empresas que prestam o serviço precisam fazer sua lição de casa, com ações preventivas. Esse procedimento já auxiliaria na redução da sinistralidade”.

Weingärtner lembra que uma boa ocultação do rastreador também pode oferecer muito retorno na recuperação. “Porém essas práticas, às vezes, são deixadas de lado. O rastreador é somente uma ferramenta e o mercado deve aprender a usá-lo melhor”.

Com 13 anos de atuação em rastreamento de veículos, o Cesvi Brasil testa e certifica as empresas do segmento. Mas Weingärtner afirma que o aparecimento do “jammer” não mudará o método de análise. “As empresas avaliadas são verificadas quanto aos procedimentos de central de monitoramento e de funcionalidades do rastreadores na redução dos sinistros”, ressalta o analista, sustentando que alguns testes “anti-jammer” tem sido realizados em veículos recebidos pelo Cesvi, porém sem muitos resultados.

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